Justiça revoga prisão de suspeitos de envenenamento em pronto-socorro em Santa Cecília
Tia e sobrinho passam a responder em liberdade após fim da fase de instrução do processo. Testemunhas são ouvidas.
A Justiça de Santa Catarina determinou a revogação da prisão preventiva de dois investigados por um caso de envenenamento em um pronto-socorro de Santa Cecília, no Meio-Oeste do Estado. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (23) e confirmada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. As informações são do NSC Total.
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Os réus, uma mulher e o sobrinho, que trabalhava na unidade, estavam presos desde outubro de 2025, suspeitos de intoxicar 12 funcionários do local. A revogação ocorreu após o encerramento da fase de instrução do processo, etapa em que são produzidas as provas, incluindo o depoimento dos acusados e de testemunhas.
De acordo com o Tribunal de Justiça, a prisão preventiva havia sido decretada para evitar possíveis interferências nas investigações, como intimidação de testemunhas ou manipulação de provas. Com a conclusão dessa fase, o juízo entendeu que não há mais necessidade da medida.
Mesmo em liberdade, os investigados deverão cumprir uma série de restrições, como comparecimento mensal à Justiça, proibição de contato com vítimas e testemunhas e impedimento de se aproximar do pronto-socorro. Ambos também passarão a ser monitorados por tornozeleira eletrônica.
Caso envolveu 12 profissionais de saúde
O episódio de envenenamento ocorreu em outubro do ano passado, quando servidores da unidade de saúde passaram mal após consumirem alimentos durante um café da tarde. Entre os atingidos estavam médica, enfermeira, técnicos de enfermagem, recepcionista, farmacêutica e funcionários de serviços gerais.
As vítimas apresentaram sintomas como náuseas, vômitos, tontura, sonolência e dificuldades na fala. Nove delas precisaram de hospitalização.
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Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, todos os funcionários teriam ingerido um refrigerante deixado no local pela mulher investigada. Imagens de câmeras de segurança, que mostram a entrega do produto responsável pelo envenenamento, seguem sob análise.
O sobrinho da suspeita já estava afastado do trabalho por denúncias de importunação sexual registradas anteriormente. Ambos foram presos dias após o ocorrido. Com a fase de instrução concluída, o processo agora avança para diligências complementares e, na sequência, para as alegações finais, antes da sentença.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que os profissionais atingidos receberam alta poucos dias após o ocorrido, embora alguns ainda tenham relatado sintomas como lapsos de memória e tontura. Apenas um deles já retornou às atividades, sob acompanhamento médico.
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